sexta-feira, 23 de julho de 2010

Medo


Se as coisas que agora vejo,
Mais distantes estivessem...
Se estivessem longe do meu alcance,
Se não as pudesse tocar ou sentir...
Mas agora com tudo tão real e atingível,
Tenho medo!
Medo de ultrapassar a linha que me permite conhecer
O outro “eu” de um alguém que já conhecia...
Medo desse novo caminho,
Do que encontrarei andando por ele...
Medo de não conseguir retornar se for preciso.
Paro,
Penso,
Paro,
Me convenço,
Não há como fugir...
Hoje é real o irreal de ontem.
O imPulso toma conta de mim
E logo decifro todos os sentidos da palavra agir.
Quanto ao medo...
O medo mais uma vez não me impediu,
apenas advertiu.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O ser... poeta.


O ser poético se arrasta em suas emoções,
Em cada gota de tinta... no papel vai a sua alma.
Inquieto busca a perfeição para falar do INcomum,
Do IRreal, do seu mundo Ideal.
Sua mente é um labirinto de filosofias e enigmas
Que constantemente o aprisiona.
Consegue materializar imagens com palavras,
Traz música nas frases,
Consegue convencer o outro de que os sentimentos expressos
Em sua poesia são verdadeiros...
Doce fingidor.
O poeta é um espelho de si mesmo e do Universo.
Em seus versos...
Amores e desilusões,
Guerra e paz,
INcertezas,
Realidades INdiscutíveis.
O poeta é esse ser totalmente complexo e plural
Que em vão tentamos definir...
Um poeta...
Não há deFINição.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

...


Acalma a tempestade,
Aquieta-te coração,
Porque o inverno...
O inverno é só mais uma estação.

sexta-feira, 26 de março de 2010

...

Os meus sonhos se esconderam debaixo da cama,
No quarto escuro não consigo encontrá-los...
Esperarei por aquele raio de sol que entra por minha
porta todas as manhãs!
Quem sabe os encontre,
e novamente abrace de uma
só vez...
todos os meus sonhos.







quinta-feira, 18 de março de 2010

ESCREVERia hoje...




Embalada por uma melodia,

Decidi que escreveria...

Mas as palavras dançam em minha mente com tanta liberdade!

Soltas, sem sentido, presas no mundo das Idéias.

Não consigo detê-las em meus versos...

Não há como criar,

Relatar,

Expressar...

Hoje, falta-me a inspirAção...

A doce inquietude dos artistas.






segunda-feira, 8 de março de 2010

....





Olhar para o infinito...
E perceber que infinito é o que se sente.

O que era?


Era um ônibus, uma viagem, um destino incomum.

Era uma porta, uma sala, o início de uma história.

Era um aperto de mão, um abraço, o acelerar de um coração.

Vieram os sorrisos, os olhares, a música,

A espera, a saudade e a inquietude.

Aconteceram os encontros pelo acaso e logo

Vieram os encontros por Vontades.

Era uma lua, um colar com um pedra semi-preciosa,

Era quase uma despedida.

Querer, ficar ou não continuar?

Foi uma conversa, o rolar de uma lágrima por dentro,

O esquivar de um abraço que inibiu o Mar.

Veio a percepção do que existia...

Nos lábios despontou um riso infantil,

O Compositor acabara de escrever uma letra triste,

Com uma melodia que ela não queria...

Foi uma pergunta sem resposta,

Foi uma interferência do passado,

Veio o declínio do encanto

Com ínclito espanto...

Ela se apegara a um personagem.